segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Fome global diminui, mais milhões ainda estão cronicamente famintos

01/10/2013 por redação FAO

842 milhões de pessoas subnutridas em 2011-13. Países em desenvolvimento fazem progressos porém mais esforços são necessários para atingir os Objetivos do Milênio.
Roma, 1 de outubro de 2013 – Cerca de 842 milhões de pessoas, aproximadamente um em cada oito, sofreram de fome crônica no período 2011-13, não obtendo alimento suficiente para levar vidas ativas e saudáveis de acordo com um relatório lançado pelas agências das Nações Unidas ligadas à alimentação.
O número é menor do que os 868 milhões reportados para o período 2010-12, de acordo com o estudo Situação de Insegurança Alimentar no Mundo, publicado todos os anos pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricutura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD) e o Programa Mundial de Alimentação (PMA). A vasta maioria das pessoas famintas vivem em regiões em desenvolvimento, enquanto 15,7 milhões vivem nos países desenvolvidos.
O crescimento econômico continuado nos países em desenvolvimento melhorou a renda e o acesso à comida. Recentes dados de crescimento na produtividade agrícola, favorecidos pelo aumento do investimento público e renovado interesse de investidores privados na agricultura, aumentaram a disponibilidade de alimentos.
Além disso, em alguns países a remessa de dinheiro por migrantes tem tido um papel fundamental na redução da pobreza, levando a melhores dietas e progresso na segurança alimentar. Eles também podem contribuir para impulsionar investimentos produtivos por pequenos produtores.
Grandes diferenças
Apesar do progresso feito em todo o mundo, diferenças marcantes na redução da fome ainda persistem. A África Subsaariana teve apenas um progresso modesto nos anos recentes e continua sendo a região com a mais alta prevalência de subnutrição com a estimativa de que um em 4 africanos (24,8%) passam fome.
Nenhum progresso recente foi observado na Ásia Ocidental, enquanto nas regiões do Sul da Ásia e Norte da África testemunharam um lento progresso. Reduções mais substanciais tanto no número de famintos como na prevalência de subnutrição ocorreram na maioria dos países da Ásia Oriental e Sudeste da Ásia, assim como na América Latina.
Desde 1990-92, o número total de subnutridos nos países em desenvolvimento caiu em 17% de 995,5 milhões , de 996 milhões para 826,6 milhões.
Metas de redução da fome
Apesar de desigual, o relatório reforça que as regiões em desenvolvimento como um todo fizeram significantes progressos no sentido de alcançar as metas de reduzir pela metade a proporção de pessoas com fome até 2015. Esta meta foi acordada internacionalmente como parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Se a média de declínio anual desde 1990 continuar até 2015, a prevalência de subnutrição irão atingir um nível próximo ao proposto na meta de combate à fome dos ODM.
Um meta mais ambiciosa estabelecida em 1996 na Cúpula Mundial de Alimentação (CMA), de reduzir o número de pessoas famintas pela metade até 2015, ainda está fora de alcance em nível global, apesar de 22 países já terem atingido no final de 2012.
A FAO, o IFAD e PMA urgiram aos países “que façam esforços adicionais consideráveis e imediatos” para atingir o Objetivo do Milênio (ODM) e a meta da Cúpula Mundial.
“Com um impulso final nos próximos anos, nós ainda podemos atingir as metas dos ODM”, escreveram os diretores da FAO, IFAD e PMA, José Graziano da Silva, Kanayo F. Nwanze e Ertharin Cousin no prefácio de relatório. Eles clamaram por intervenções sensíveis à nutrição na agricultura e sistemas alimentares como um todo, assim como na saúde pública e educação, especialmente de mulheres.
“Políticas voltadas para a melhoria da produtividade agrícola e aumento da disponibilidade de alimentos, especialmente quando os pequenos produtores são o foco das ações, podem promover a redução da fome até mesmo onde a pobreza está espalhada. Quando são combinadas com proteção social e outras medidas que aumentam a renda de famílias pobres, podem ter um efeito ainda mais positivo e induzir o desenvolvimento rural, por meio da criação de mercados vibrantes e oportunidades de emprego, resultando em crescimento econômico equitativo”, disseram os chefes das agências.
Políticas em prol dos mais pobres são necessárias
O relatório destaca que o crescimento econômico é essencial para o progresso na redução da fome. Mas o crescimento pode não levar a mais e melhores empregos e renda para todos, a menos que as políticas enfoquem especialmente os pobres, particularmente nas áreas rurais. “Nos países pobres, a redução da fome e da pobreza somente será obtida com o crescimento que seja não apenas sustentável, mas também amplamente compartilhado”, destaca o relatório.
Lidando com a subnutrição, desnutrição infantil
O relatório das Nações Unidas sobre a fome não somente mede a fome crônica, mas apresenta um novo conjunto de indicadores para todos os países com o objetivo de capturar as múltiplas dimensões da insegurança alimentar. Esses indicadores dão um quadro mais detalhado da insegurança alimentar em um país. Em alguns países, por exemplo, a prevalência da fome pode ser baixa, enquanto ao mesmo tempo as taxas de subnutrição podem ser bem altas, como exemplificado pela proporção de crianças desnutridas (baixo peso para a idade) ou com peso abaixo da média, cuja saúde futura e desenvolvimento estão em risco. Tais distinções são importantes para melhorar a efetividade de medidas para a redução da fome e da insegurança alimentar em todas as suas dimensões.
Os achados e recomendações do SOFI 2013 serão discutidos por governos, sociedade civil e representantes do setor privado na reunião de 7 a 11 de outubro do Comitê de Segurança Alimentar da FAO, na sede da Organização em Roma.
Dados
  • A maior parte das pessoas subnutridas ainda são encontradas no Sul da Ásia (295 milhões), seguidas pela África Subsaariana (223 milhões) e Ásia Oriental (167 milhões).
  • Para atingir o ODM 1, a prevalência da fome precisa ser reduzida para menos 12% até 2015. Atualmente está em 14,3%.
  • Até outubro de 2013, 62 países já atingiram a meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas sofrendo com a fome. Outros 6 países estão a a caminho de alcançar o ODM 1 até 2015.
  • Além desses 62 países, 22 também alcançara as metas da Cúpula Mundial da Fome (CMA) de redução do número de pessoas famintas até 2015.
  • Para alcançar a meta da Cúpula, o número de pessoas com fome nos países em desenvolvimento terá que cair para 498 milhões até 2015, o que está fora dos alcance pelas taxas atuais de redução. 

Proteção para a produção
A iniciativa de FAO “Da Proteção para a Produção” oferece evidências promissoras de como as transferências de renda na África Subsaariana pode fomentar tanto benefícios imediatos como de longo prazo. Os resultados iniciais sugerem que as transferências levam ao aumento dos investimentos no patrimônio agrícola, incluindo implementos agrícola e pecuária, e maior participação do consumo doméstico sendo abastecido pela produção da agricultura familiar. Há também evidências de que esses programas criam significativos efeitos multiplicadores de renda por meio da conexão entre comércio e produção. Leia mais em: http://www.fao.org/economic/ptop/en/.
* Publicado originalmente no site FAO.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Por que os rios das grandes cidades são tão sujos?

por Stela Goldenstein*19/09/2013

Um emaranhado de problemas técnicos, institucionais, jurídicos e culturais determinam a má qualidade das águas dos rios e córregos de nossas grandes cidades. Dados oficiais indicam que nas 100 maiores cidades do país, somente 36,28% do esgoto gerado é tratado.
As dificuldades não estão apenas no campo da engenharia sanitária e comento aqui algumas delas. Nossas águas urbanas, hoje muito degradadas, demandam avanços na gestão pública, ações integradas entre as esferas de governo e entre as políticas setoriais que incidem no território. As competências e responsabilidades sobre as águas são compartilhadas entre diferentes esferas e órgãos, mas o limite administrativo dos municípios não é uma boa base para entendermos os problemas que afligem os rios urbanos. As águas atravessam fronteiras levando consigo os problemas, de tal forma que a revitalização das águas de uma bacia hidrográfica deve ser discutida e assumida pelos municípios cujos territórios determinam a realidade de cada rio urbano. Está aí uma primeira explicação para tanta dificuldade em estabelecer estratégias eficazes para estes rios: no Brasil, a gestão metropolitana é frágil, carece de boa base jurídica, institucional e política que leve os municípios a enfrentar juntos suas mazelas e potencialidades. Mesmo sabedores de que os problemas das águas não se esgotam em seus limites, têm dificuldades em estruturar sistemas intermunicipais de gestão.
Disputas políticas e o desequilíbrio entre as cidades trazem grandes dificuldades para formação de consensos
Nossa Constituição é omissa quanto às regiões metropolitanas e, oferecendo ampla autonomia municipal, dificulta decisões e investimentos de interesse comum. As disputas políticas e o desequilíbrio entre as cidades de cada região metropolitana trazem grandes dificuldades para formação de consensos sucessivos. Alguns acordos exigem arbitramento para subsídios cruzados e o financiamento diferenciado entre segmentos do território, o que não facilita. Assim é que as metrópoles perdem funcionalidade e competividade com seus passivos ambientais e má qualidade de vida.
Outro desafio é a articulação das políticas setoriais que colidem, conflitam e deixam de criar sinergias. Não há bom equacionamento para as águas, esgotos, resíduos, drenagem, habitação e paisagem, se pensados isoladamente. Mas pensados na sua intersecção, têm belas soluções. As políticas de habitação, por exemplo, interferem diretamente na qualidade das águas: parcela significativa da população ocupa territórios sem infraestrutura, com perda de mananciais, assoreamento de rios e grandes dificuldades para instalar as redes de coleta de esgoto.
Também a drenagem urbana é gerenciada sem qualquer atenção às oportunidades de melhoria da qualidade das águas. É preciso ter água em abundância nas cidades, inclusive para que exerçam funções de autodepuração, afastamento e diluição da poluição. Mas, desde sempre, nossas cidades cuidaram de afastar as águas rapidamente, preferindo canalizações subterrâneas, seja para criar espaços edificáveis, seja para esconder os dejetos que levam.
Em São Paulo, por exemplo, a poluição é lançada em rios com muito pouca água. Isso pode surpreender os que se vêm às voltas com a sensação de risco de inundações e enchentes, mas o fato é que, na região de São Paulo, convivemos apenas cerca de 20 dias por ano com situações de muita água. No resto do ano, não temos água para diluir nossa poluição. Para termos mais água e não termos inundações será preciso grandes intervenções na paisagem urbana, recriando a permeabilidade dos solos e retendo água nos lugares mais altos.
São claras as responsabilidades sobre as políticas associadas a serviços, como lixo e saneamento. Mas políticas de recuperação de rios e mananciais não tem endereçamento ou responsabilização pública e orçamentária definidos. Os rios urbanos só serão revitalizados se alcançarmos acordos sistemáticos entre as empresas de saneamento e as esferas estaduais e municipais responsáveis por outras políticas urbanas, criando programas audaciosos e abrangentes de compromissos associados.
Um bom exemplo são as águas da bacia do Rio Pinheiros, envolvendo os municípios de São Paulo, Embu e Taboão da Serra. É uma das regiões com melhor padrão de urbanização no Brasil e, no entanto, as águas do Pinheiros e dos seus afluentes são muito poluídas. Nos córregos escondidos sob o asfalto há pequenos trechos já menos poluídos, prova do muito que é possível fazer.
Os dados da Cetesb indicam que a origem desta poluição é fundamentalmente o esgoto lançado sem tratamento. Mas não é desprezível a poluição oriunda da má varrição de rua, lixo não recolhido, entulho, poluição do ar que se deposita, vazamentos ocasionais e o que mais seja.
Por que, com tantos investimentos já realizados, ainda lançamos esgoto nas águas? Parte da resposta provavelmente será encontrada na década de 70, quando se optou pela implantação de grandes estações de tratamento de esgoto, afastadas da cidade. Concluídos estes investimentos de porte, nenhum esgoto era tratado e outros investimentos de fôlego ainda eram necessários para levar o esgoto até lá… É muito frágil a conexão entre as empresas ou autarquias de saneamento e as questões ambientais, do território e mesmo da gestão das águas. Historicamente, as nossas empresas de saneamento não têm compromissos, não assumem metas de qualidade das águas dos rios e sua equação financeira não inclui as duas pontas da cadeia produtiva da água nas cidades: a proteção dos mananciais e o tratamento do esgoto. Esta realidade está consolidada a ponto de, curiosamente, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ter considerado, ao analisar ação que solicitava reembolso pelo pagamento efetuado a serviços não prestados, que é legal cobrança de tarifa de tratamento do esgoto coletado, mesmo que não haja tratamento do esgoto e sim o seu despejo em um corpo d’água.
Stela Goldenstein é diretora executiva da Associação Aguas Claras do Rio Pinheiros. Foi secretária estadual do Meio Ambiente na gestão Mário Covas, secretária municipal na gestão Marta Suplicy, assessora do prefeito e depois governador José Serra.
(A Autora) 

Cidades descobrem que pedalar é bem lucrativo

Vanessa Barbosa 23/09/2013
Federação europeia de ciclismo
Cada vez mais lugares descobrem que a vida sobre duas rodas não é boa apenas para a saúde e o meio ambiente - as bicicletas também podem dar um gás à economia

Enquanto o Brasil se apoia em políticas rodoviaristas e na redução de impostos de carros para fazer a economia "arrancar", outros países e cidades estão optando por "pedalar". Aos poucos, eles descobrem que cada centavo investido no ciclismo se traduz em mais saúdemeio ambiente de qualidade e numa economia mais vibrante.

Do velho continente chegam exemplos inspiradores. Por ano, o ciclismo rende à União Europeia nada menos do que 200 bilhões de euros (cerca de 600 bilhões de reais). Isso é mais que o PIB da Dinamarca.

Os cálculos, divulgados neste mês, são da Federação Europeia de Ciclistas e foram feitos com base em 2010. Na ocasião, 34 milhões pessoas (7,4% da população) diziam usar as bicicletas como principal meio de transporte em seus deslocamentos diários.

A meta da federação é que em 2020, o número de adeptos dobre, atingindo 15% da população do bloco. Com isso, dentro de sete anos, o ciclismo gerará 400 bilhões de euros por ano. É dinheiro de sobra para construir, por exemplo, mais de 800 novas universidades, segundo a Federação.

CICLOVIAS PESAM MENOS NO CAIXA...
Exemplos de lugares que estão lucrando com as magrelas se multiplicam. Após descobrir os benefícios econômicos do transporte alternativo, o governo australiano quer aumentar o número de pessoas que fazem viagens curtas a pé ou de bicicleta. De acordo com um estudo, o país economiza mais de 21 dólares cada vez que uma pessoa resolve fazer de bike o percurso médio de 20 minutos de ir até o trabalho e voltar, e cerca de 9 dólares quando à pé.

Numa declaração feita em julho, o vice-primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, disse que a construção de vias para caminhar e andar de bicicleta é relativamente barata em comparação com outros modos de transporte. A ciclovia, segundo ele, custa cerca de US$ 1,5 milhão por quilômetro para planejar e construir.

...E ESTIMULAM O COMÉRCIO LOCAL
Investir em melhorias na infraestrutura para bicicletas também ajuda o comércio local. E por um motivo muito simples: é mais fácil encontrar um lugar para encostar a bike do que achar uma vaga pra estacionar o carro.

Estudo feito pela prefeitura de Nova York descobriu que as vendas do varejo aumentaram até 49%, entre a 8ª e 9ª Avenidas, após a instalação no local de uma pista segregada para ciclistas.

Outro estudo, de duas ciclovias em Seattle, no Canadá, feito pelo pesquisador Kyle Rowe, mostra em um caso, o aumento nas vendas no varejo de quase 400%. Impressionante, não?

A SAÚDE TAMBÉM LUCRA
As vítimas de acidentes no trânsito são um custo para a sociedade e problema para qualquer país com sistema de saúde público. Só no Brasil, em 2011, houve 155.656 internações por acidentes de trânsito, com custo de R$ 205 milhões, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas as magrelas podem reverter esse quadro.

Londres, por exemplo, que vive um “boom” de ciclistas na hora do rush – eles já representam um quarto do tráfego de veículos nas ruas da cidade durante o horário de pico – tem um bom motivo para vibrar com a "bikemania": a economia com os gastos de saúde. O relatório Cycling Revolution, divulgado em 2012, calculou que o benefícios para a saúde rendem £442 milhões por ano ao Reino Unido.

Outro exemplo de prevenção vem de Barcelona, na Espanha. Segundo estudo do Creal - Centro de Pesquisa em Epidemiologia Ambiental, o sistema público de bicicletas da capital catalã, conhecido como Bicing, é capaz de evitar 12 mortes por ano. A economia com prevenção de saúde na cidade em função do uso da bicicleta por seus habitantes é estimada em 621 mil euros.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Tornado em cidade de São Paulo gera situação de calamidade pública

por Marli Moreira, da Agência Brasil
Tornado foi provocado pelo encontro do ar quente e úmido vindo da Amazônia, com o ar polar seco vindo do sul do continente. Foto: Wikimedia Commons.

Equipes da Defesa Civil do estado e do município de Taquarituba, a 320 quilômetros da capital paulista, ainda estão fazendo o levantamento dos estragos provocados pelo tornado que atingiu a cidade, na tarde de domingo, 22 de setembro. Duas pessoas morreram e 64 ficaram feridas. A maioria foi atendida e liberada em seguida.
A prefeitura decretou estado de calamidade pública. Metade da cidade ficou sem luz e sem telefone. A comunicação e o fornecimento de energia já foram, parcialmente, restabelecidos. Com a força do vento estimada entre 150 a 200 quilômetros por hora, pelo menos 150 casas ficaram destelhadas. Segundo a prefeitura, muitos desses moradores são de poder aquisitivo elevado e não precisaram contar com abrigos municipais.
Por meio de nota, a Defesa Civil do estado informou que oito pessoas foram abrigadas no Ginásio de Esportes da Vila São Vicente e várias famílias procuraram se alojar em casas de parentes ou de amigos. O comunicado revela também que 30 imóveis comerciais sofreram danos. Os prejuízos ainda não foram calculados.
Locais atingidos
Entre os locais atingidos estão o terminal rodoviário, uma beneficiadora de grãos que incluem feijão, soja e milho produzidos na região e uma empresa de confecção, além de um ginásio municipal poliesportivo que teve a estrutura metálica arrancada. Uma das vigas caiu e matou o adolescente Mateus Pereira.
No trecho da rodovia SP 255, na ligação entre o município de Taquarituba e de Coronel Macedo, um ônibus da viação Transfronteira, que fazia o transporte de um grupo de pessoas a caminho de um evento da terceira idade, tombou ao ser atingido pelas rajadas de vento, e causou a morte do motorista Jamil Francisco da Silva.
Segundo a meteorologista Helena Turon Balbino, do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), o tornado foi provocado pelo encontro do ar quente e úmido vindo da Amazônia, com o ar polar seco vindo do sul do continente. Fenômenos como esse, explicou ela, não são frequentes, mas já ocorreram no Vale do Paraíba e em outros pontos do estado.
“Nós tínhamos visto a formação de uma nuvem pelo radar do IPMet – Instituto de Pesquisas Metereológicas do campus de Bauru da Universidade Estadual Júlio de Mesquisa Filho (Unesp) , que indicava a possibilidade de tempestade, mas não imaginávamos a sua magnitude”,acentuou a metereologista.
A prefeitura lançou SOS para receber doações na conta corrente do executivo municipal : agência 2712-X, do Brasil do Brasil, conta 95000.
* Publicado originalmente no site Agência Brasil.
(Agência Brasil) 

A janela de oportunidade climática

Durante lançamento da quarta versão do relatório do IPCC, ativistas protestaram pedindo ação imediata para salvar o clima. Foto: Pedro Armestre/Greenpeace

Quinta edição do relatório do IPCC é um lembrete oportuno de que precisamos agir com urgência para evitar catástrofes climáticas.
Mais atenção aos avisos do grupo de cientistas internacionais em relação às mudanças climáticas e suas consequências. Esse é o pedido do Greenpeace aos governos, investidores e grandes empresários que devem agir enquanto ainda há tempo de evitar mudanças climáticas catastróficas e perigosas.
O encontro do painel do clima da ONU (IPCC) começou ontem (23) e termina sexta-feira (27) após divulgação dos resultados do primeiro volume da quinta edição do relatório que estuda as mudanças climáticas até 2100. Mais de 50 mil comentários de 259 cientistas de 39 países diferentes confirmam a responsabilidade do ser humano no aquecimento do planeta e atualizam as previsões sobre as mudanças no sistema climático e o que se pode esperar para o futuro, dependendo das escolhas feitas em termos de uso da energia e de uso da terra.
O relatório é um lembrete da escolha fundamental e urgente que os países precisam fazer: continuar acelerando os impactos das mudanças climáticas ou agir agora e colocar em prática as soluções.
“A ciência das mudanças climáticas já está bem estabelecida, mas o que ainda falta são ações urgentes por parte dos governos. Se eles falharem em estabelecer e colocar em prática as soluções, são estes governos e empresas que eles defendem que devem ser responsabilizado. Nosso futuro está ameaçado e temos cada vez menos tempo para agir, mas não é tarde demais”, afirmou Stephanie Tunmore, da Campanha de Clima do Greenpeace Internacional.
Esta edição do relatório é ainda mais precisa que a anterior e confirma a importância de se diminuir o uso de combustíveis fósseis nas matrizes energéticas. As grandes vilãs do clima, da atmosfera, dos oceanos, do derretimento das calotas polares, do aumento do nível do mar, das alterações nos ciclos da água e da intensificação de alguns eventos climáticos extremos causaram e causam dificuldades para muitas das populações mais vulneráveis no mundo.
Essa lista ainda pode aumentar, piorar e se agravar se continuarmos queimando combustíveis fósseis e derrubando as florestas. Mas toda história que tem vilão…tem mocinho também. E no caso das mudanças climáticas são as energias renováveis, mais baratas, limpas e que são páreo duro para os combustíveis fósseis.
O desenvolvimento das energias renováveis demonstra que a transição para energias limpas já começou. Se os governos incentivarem ainda mais as renováveis e a proteção das florestas, ainda temos a chance de manter o aquecimento global abaixo de 2oC, um limiar que os governos concordaram que não ultrapassariam.
“Os governos mundiais estabeleceram a meta de manter o aquecimento global em até 2oC em relação à temperatura de 19xx. A falta de ação ou a ação por parte dos governadores, investidores e grandes empresários é o que decidirá onde o mundo vai chegar, mas uma vez que o relatório do IPCC for publicado não teremos dúvidas sobre as consequências dessas decisões. Não haverá desculpas”, afirmou Tunmore.
* Publicado originalmente no site Greenpeace.
(Greenpeace) 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Quem será o vilão? O homem ou tubarão?

                                                                  Tubarão Branco
Tubarão Cabeça Chata
Tubarão Tigre
Os ataques de tubarões são um misto de duas coisas, fatalidade e negligência. Fatalidade por que pode acontecer com qualquer um, pois é um problema que não se pode prever, nem saber onde e quando ocorrerá. Negligência por parte dos banhistas quando não há o respeito às placas de sinalização e negligência das autoridades que quando não querem perder turistas e dinheiro, não colocam sinalização ou não fazem campanhas educativas com turistas e moradores locais.
No caso recente de Pernambuco foi negligência da banhista, pois há placas sinalizando os riscos e ela passou e foi para o fundo. Fora as dezenas de documentários e reportagens já feitos no local.
Agora o Governo de Pernambuco libera a captura e morte dos animais, que é um crime e um absurdo, já que eles (tubarões), também são vítimas. O vilão é o HOMEM que interveem num ambiente em equilíbrio, fazendo portos e obras, como o porto de Suape ao sul de Pernambuco, acabando com uma enorme área de manguezal, retirando da rota os peixes que servem de alimento para os tubarões, fazendo com que eles venham para praia. A importância de ecossistemas como manguezais é ignorada. Estes ambientes, além de funcionarem como protetores de costas (amenizando ondas e tempestades tropicais), são locais de alimentação e berçário para muitas espécies. A destruição do manguezal causou um grande impacto ambiental no ecossistema ali existente. Mas isso ninguém fala. É preciso que aconteça uma tragédia desse porte para que tenhamos noção do estrago, uma pena que muitos, por ignorarem tudo isso, ainda vão continuar culpando o pobre animal. Lembrando que mudanças climáticas, aumento no número de banhistas e surfistas, navios de pesca passando e deixando rastros de comida (resto de pesca) e etc..., podem ser fator de aumento de ataques e presença deles.
 Eles atacam somente porque os confundem com tartarugas . Eu mergulho no litoral do espírito santo desde os 13 anos, quase 20 anos, nunca vi um ataque ou eles se aproximando da gente durante a caça submarina. Só tem  apenas registro de um ataque no Espírito Santo, como aqui o meio está em equilíbrio e tem comida, eles não chegam até a praia.
As duas principais espécies que mais ocorrem e atacam banhistas em Recife PE, são: o Tubarão Cabeça Chata (Carcharhinus leucas) e Tubarão Tigre (Galeocerdo cuvier), sendo que a primeira espécie citada anteriormente, considerada segundo especialistas, como a mais feroz existente nos mares, mais que o temido Tubarão Branco (Carcharodon carcharias), famoso nos filmes, lembrando que em alguns estados e em outros países sobem os rios a procura de comida. Existem cerca de 370 espécies existentes, só no Brasil, tem registro de 20 espécies confirmadas em todo litoral do país.

O grande vilão com certeza ainda é o HOMEM... Vamos preservar e não mata-los, a natureza de uma maneira ou de outra cobra o que tomamos dela!

Marcos Gustavo Leitão Andrade. Mergulhador (Pesca Submarina), residente em Vila Velha ES, Natural de Duque de Caxias ? RJ, graduado pela Universidade Presidente Antônio Carlos - Unipac Araguari MG. Trabalha na URBIPLAN - Consultoria e Projetos em Planejamento Urbano e Transportes / SEDU - Secretaria de Estado da Educação ES. Biólogo Especialista em Educação Ambiental CRBio-02: 78.374/02 Técnico em Aquicultura CREA-ES: ES-011098/TD


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Inventário Turístico é determinação da Lei Geral

Segundo o Mtur, o Inventário da Oferta Turística consiste no levantamento, identificação e registro dos atrativos turísticos, dos serviços e equipamentos turísticos e da infra-estrutura de apoio ao turismo como instrumento base de informações para fins de planejamento, gestão e promoção da atividade turística, possibilitando a definição de prioridades para os recursos disponíveis e o incentivo ao turismo sustentável.
No Projeto de Inventário da Oferta Turística do Programa de Regionalização do Turismo - Roteiros do Brasil,  o Mtur destaca os seguintes objetivos específicos do processo de inventariação:
• Formatar e implementar uma metodologia única para a inventariação da oferta turística no País, capaz de ser compreendida por todos os setores e  agentes envolvidos no processo;
• Apoiar, de forma descentralizada, a gestão, distribuição e atualização periódica das informações turísticas, fornecendo às Unidades da Federação e aos municípios instrumentos para a coleta e sistematização das informações;
• Disponibilizar, aos visitantes, planejadores e gestores, dados confiáveis a respeito da oferta turística brasileira por meio de um Sistema de Informações Turísticas;
• Permitir a análise do significado econômico do turismo e seu efeito multiplicador no desenvolvimento municipal;
• Criar uma rede de recursos humanos, capaz de gerir nas UFs e municípios o processo de inventariação da oferta turística;
• Formatar e disponibilizar um instrumento padrão de pesquisa da oferta turística;
• Permitir o diagnóstico de falhas, pontos críticos e de estrangulamento, desajustes entre a oferta e a demanda existentes;
• Possibilitar a hierarquização e priorização dos atrativos e conjuntos existentes;
• Servir de equipamento de consulta para empresários com interesses na atividade turística das regiões turísticas;
•  Funcionar como equipamento de pesquisa para estudantes e pesquisadores da área;
• Coletar informações que subsidiem a elaboração de roteiros turísticos;
• Permitir a identificação e a classificação de municípios turísticos e com potencial turístico.
O principal motivo para que  um gestor municipal se interesse em elaborar o Inventário Turístico repousa nas possibilidades de usar as informações para planejar, projetar e principalmente conhecer, aperfeiçoar e divulgar as potencialidades turísticas do lugar.
O processo de inventariação consiste na aplicação de questionários específicos ( cerca de 70 modelos diferentes), criados e disponibilizados pelo Mtur em 2011 no 6º Salão do Turismo.


É um trabalho que deve ser executado por profissionais capacitados pois requer uma serie de detalhamentos e de conhecimentos específicos. 



Cada empreendimento deve ser visitado, todas as informações dos questionários precisam ser preenchidas corretamente e depois de tudo pronto os gestores deveriam lançar as informações em um sistema de banco de dados que permita sua compilação e a geração de relatórios que visem facilitar o planejamento e os investimentos no setor de turismo e até infraestrutura do município.

O problema maior é que, muitas vezes, por falta de conhecimento ou de pessoal qualificado, os gestores locais limitam a formatação do inventário turístico de suas cidades a simples listas com nome, endereço e telefone dos empreendimentos e atrativos.
Se seu município ainda não tem inventário turístico ou tem, porém não atende a nova metodologia do Mtur, vale a pena investir e conferir como estão os que acreditaram no planejamento é na promoção estruturada de suas Cidades, como Santa Teresa - ES que recebeu seu inventário atualizado recentemente e foi feito pelo IACI (www.institutointegracao.org.br) em parceria com a ARVORE.