terça-feira, 9 de julho de 2013

Agricultura familiar contribui com empregos e baixas emissões

Brasília, 14 de junho de 2013 – Apesar de oito em cada dez propriedades rurais brasileiras serem consideradas pequenas e dedicadas à agricultura familiar, o setor “ainda é o ponto fraco da corda”, segundo o diretor-executivo do IPAM, Paulo Moutinho.
Ao analisar a produção familiar em diferentes biomas, técnicos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Embrapa, Incra, Ministério do Meio Ambiente (MMA) e de instituições da sociedade civil reunidos no Seminário do IPAM “Caminhos para uma Agricultura Familiar sob bases Ecológicas: produzindo com Baixa Emissão de Carbono”, corcordaram em vários pontos: os recursos para a agricultura familiar são muito menores e falta capacitação para uma produção mais sustentável.
Jorge Artur Oliveira produz hortaliças, frutas e cria gado leiteiro em um sítio de 28 hectares em Braslândia, região do entorno de Brasília. É adepto do sistema agroflorestal, comercializando sua produção diretamente ao consumidor em feiras organizadas por cooperativas: “Não existe incentivo específico para a agroecologia e os incentivos para a agricultura familiar não abrangem os micro e pequenos produtores, que são de fato os principais atuantes dos sistemas agroecológicos”. Como outros 4,3 milhões de pequenos agricultores, ele precisa ultrapassar outra barreira: conseguir adaptar-se às transformações provocadas pelas mudanças climáticas.
Segundo o pesquisador da Embrapa, Eduardo Assad, o total de chuvas não está mudando, mas a máxima diária sim. Isto causa impactos como o aumento da erosão, perda de fertilizantes (levados pelas chuvas) e inundações em áreas produtivas. “Os mais afetados são os pequenos produtores. Eles precisam estar perto da água, porque não usam sistemas de irrigação”, explica. Os modelos mais recentes apontam para redução das áreas de baixo risco, o que vai dificultar a concessão de crédito rural. “Os modelos só indicam impactos positivos para a cana-de-açúcar e tabaco”, afirma Assad, que é ex-Secretário de Mudanças Climáticas do MMA.
Parte da solução
De acordo com Valter Bianchini, Secretário de Agricultura Familiar do MDA, o governo está “em fase final da elaboração de um Programa Nacional de Agroecologia e Agricultura Orgânica, construído por representantes da sociedade civil, mais de 10 ministérios e organizações ligadas ao tema”.  Além de buscar formas que integrem lavoura, pecuária, florestas, preservem os respectivos biomas, o manejo de solos, a preservação dos rios, a presidente Dilma Rousseff anunciou na semana passada a criação de uma nova agência de extensão rural, que pode ajudar a garantir produtividade e renda.
A preocupação com a agricultura familiar faz sentido. Com 24,3% do total de terras destinadas à produção, os agricultores familiares se dividem em várias categorias: são ribeirinhos, pescadores, quilombolas, assentados, indígenas, populações tradicionais. Também são os que mais empregam (75% dos 16,5 milhões de trabalhadores no campo) e têm uma participação de 38% no total do valor bruto da produção agropecuária – percentual que se mantem estável há 10 anos.
Não existem estimativas oficiais, mas segundo o professor Paulo Kageyama, da Escola Superior de Agricultura da USP (Esalq), a percepção é que a maioria dos agricultores familiares produz sem agrotóxicos e não usa transgênicos por causa do custo. “A produção convencional custa quatro vezes mais do que a orgânica e o retorno não é tão maior”, diz. “O problema é a agricultura familiar querer copiar o agronegócio. Há muito menos pragas quando não se usa monocultura, menos perda da biodiversidade e mais qualidade no produto”, afirma.
Os pequenos também tiveram uma contribuição significativa na queda do desmatamento no país, segundo Moutinho. Nos últimos oito anos, os assentamentos da Amazônia, que englobam 78% da área total dos assentamentos do país, têm seguido a mesma tendência de redução no corte e derrubada de florestas.  “Neste período, o desmatamento dentro dos assentamentos foi reduzido em 70%, numa proporção similar à redução do desmatamento da região, que foi de 66%”, afirma Moutinho, com base em análise realizada pelo IPAM em parceria com o Incra.
“A redução do desmatamento recente que vem acontecendo no Brasil até 2012 representa cerca de 2,2 bilhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono) que deixaram de ir para a atmosfera. Isto é mais do que todos os mecanismos do Protocolo de Quioto conseguiram reduzir. Mais do que o ETS europeu (sistema de comercio de carbono) conseguiu fazer,” de acordo com Moutinho.
“E uma boa parte disto vem da agricultura familiar, não no sentido de volume total, mas do que a gente chama de resíduo do desmatamento, que não é pouco – 4 mil km² não é pouco – mas pode ser uma contribuição grande da agricultura familiar acabar definitivamente com as taxas de desmatamento na Amazônia”, conclui.
Os especialistas acreditam que a produção familiar já produza com baixas emissões de gases que provocam o efeito estufa, mas a comprovação ainda está por vir. De acordo com Assad, não há medição de emissões em áreas de agricultura familiar.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

SLOW FOOD - Da qualidade da comida para a Qualidade de Vida


Slow Food, representada por um pequeno caracol é uma associação internacional fundada pelo jornalista italiano Carlo Petrini (veja discurso (em italiano) numa iniciativa da Terra Madre (http://www.youtube.com/watch?v=pcxTsto5lGA).
“O seu objectivo inicial era apoiar e defender a boa comida e o prazer gastronômico. Com o tempo esta iniciativa tem vindo a ser ampliada para abranger o conjunto da nossa qualidade de vida e, como consequência, a própria sobrevivência do planeta em que vivemos. O Slow Food acredita que a gastronomia está indissociavelmente ligada à política, à agricultura e ao ambiente entre outras coisas.
O “Slow Food” foi o primeiro dos movimentos “Slow” a surgir. Nasceu em 1986, em Barolo, Itália, com 62 membros fundadores a criar o Arcigola, o antecessor do Slow Food, e em 1989, em Paris, constituí-se o movimento internacional Slow Food, por oposição ao conceito de Fast Food e ao estilo de vida acelerado.

É, portanto, um movimento que valoriza o que é de origem “Local” em oposição ao “Global”, não negando, também, a Globalização que deverá ser pautada pela justiça, pela equidade, pela humanização e pela regulamentação. É, na realidade, um contributo para que seja imposto um modelo de desenvolvimento sustentável onde prevalece o respeito pela biosfera e pela sociosfera  defendendo a sustentabilidade dos recursos da natureza e a defesa dos valores culturais humanos. De acordo com o movimento e orgulhando-se de ir do local para o global existem, oficial e atualmente, mais de 100.000 membros, em 129 países, que constituem 800 Convivia (grupos da organização), além de escolas, hospitais, instituições e autoridades locais, juntamente com 1.600 Comunidades do Alimento, 5.000 produtores de alimentos, 1.000 Chefs e cozinheiros e 400 acadêmicos de 150 países.” (in Publitiris).


Slow Food organiza eventos nacionais e internacionais como o Salone del Gusto, a maior feira de comida e vinhos de qualidade do mundo, organizada bienalmente no Centro de Exposições Lingotto em Turim; a Cheese, uma feira bienal organizada na região de Piemonte e a Slowfish, uma exibição anual em Gênova dedicada à pesca sustentável. Também em Turim, organiza a cada dois anos o evento Terra Madre, que reúne mais de 5 mil pequenos produtores agrícolas, chefs de gastronomia e pesquisadores de todo o mundo.



Em síntese, As suas principais iniciativas são:
- Os Convívium (nome que designa os grupos e representantes locais da filosofia Slow Food desenvolvendo projetos e atividades diversas); o Terra Madre (projeto que ressalta a interconexão política e econômica nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos e que apoia ativamente as economias locais de pequeno porte para que sejam sustentáveis);
- As Comunidades do Alimento (apoio a comunidades que produzem vários produtos, até diferentes entre si, mas todos ligados a uma área geográfica delimitada ou a uma etnia indígena, ou então produtos semelhantes mas que são de territórios diferentes);
- A Fundação para a Biodiversidade (apoia projetos que defendem espécies animais, vegetais e tradições alimentares, financia o projeto fortalezas, principalmente em países em desenvolvimento, onde o que está em jogo é a própria sobrevivência das pessoas, comunidades e culturas);
- A Universidade de Ciências Gastronômicas (primeira instituição acadêmica dedicada ao estudo da gastronomia);
- A Arca do Gosto (cataloga alimentos em vias de extinção);
- As Fortalezas (pequenos projetos de ajuda direta e local ao produtor em qualquer ponto do globo); 
- A Editora Slow Food (livros, revistas, merchandising para partilhar a filosofia);
- Um Prêmio Internacional e diversos Eventos (de caráter lúdico, pedagógico, social e ambiental, desde jantares no bairro a feiras internacionais).

“Ao treinar os nossos sentidos para compreender e apreciar o prazer que o alimento proporciona, também abrimos os nossos olhos para o mundo.” in Manual slow food.

Em suma: Que tipo de alimento é slow?: ALIMENTO BOM, LIMPO E JUSTO (Good, Clean and Fair Food)
BOM …Significa saboroso e apetitoso, fresco, capaz de estimular e satisfazer os sentidos, capaz de juntar as pessoas e trazer bons momentos passados em companhia ou mesmo sozinho, bons momentos passados na sua produção, confecção ou degustação.
LIMPO…Significa produzido sem exigir demais dos recursos da terra,dos seus ecossistemas e meio-ambiente e sem prejudicar a saúde humana.
JUSTO…significa respeitar a justiça social, o que significa pagamento e condições justas para todos os envolvidos no processo, desde a produção até a comercialização e consumo.

domingo, 7 de julho de 2013

SLOW TRAVEL / SLOW TOURISM

SLOW TRAVEL, um novo conceito de Turismo

O Slow Tourism contraria o estilo de turismo que se afirmou no século passado, ou seja, os charters turísticos, os all-inclusive, as excursões programadas e planejadas, os horários impostos, etc.

 “O conceito de “Slow Travel” é uma tendência crescente. A segunda metade do século XX pode ser definida como o período de afirmação do turismo, mas também a etapa em que se iniciou o processo de massificação dos destinos e a perda de originalidade dos territórios. A construção desenfreada, as cargas turísticas excessivas, a sobrecarga dos recursos naturais e culturais, tudo foi possível em nome de um desenvolvimento rápido e de uma avidez de consumo. Como resultado, deparamo-nos hoje com territórios descaracterizados, onde a cultura local desapareceu, ou foi profundamente alterada, espaços onde as populações locais viram defraudadas as suas expectativas e, em vez do suposto desenvolvimento estruturante, os destinos viram todas as suas oportunidades de sustentabilidade comprometidas. O turismo massificado é impessoal, onde o turista é um número e não vivencia o destino mas sim um “faz de conta” folclorizado.



O século XXI está associado à afirmação de um novo conceito de desenvolvimento, o sustentável, associado a um desenvolvimento capaz de responder às necessidades do presente sem o comprometimento da satisfação das necessidades das gerações futuras.” (In Publitiris).

O “Slow Travel” pode ser definido  como a oportunidade do visitante em se tornar parte integrante do destino, contactando com a população e com o território, num ritmo adequado à apreensão da cultura local. Este movimento silencioso contraria o estilo de turismo que se afirmou no século passado, ou seja, os charters turísticos, os all-inclusive, as excursões programadas e planeadas, os horários, etc. O “Slow Travel” valoriza a estada prolongada, com tempo suficiente para ir mais além do que o “must see”. Contactar com espaços locais, de pequena dimensão, com os produtores, com os mercados, com as populações, visitar aquela pequena igreja ou restaurante que não constam dos guias, ou seja, explorar, descobrir, usufruir, são os princípios do “Slow Travel”. O “Slow Travel” é uma “forma de estar” que surge como um contra-ciclo ao que é estipulado pelos grandes operadores turísticos.

Tornar-se parte do local que se visita, apreciar as esplanadas, conversar com quem ali vive, procurar entender as pessoas, os modos de viver, os espaços. Escolher os locais com que mais nos identificamos e passar lá horas. Conhecer a pé, de bicicleta, de comboio. Participar nas atividades locais, contribuir para o seu desenvolvimento.

O “Slow Travel” não está vocacionado unicamente para os espaços rurais, apesar destes possuírem especificidades para a sua prática. Os espaços urbanos podem e devem ser alvo da interpretação segundo os padrões do “Slow Travel”, potenciando a sustentabilidade, as economias locais e uma verdadeira nova experiência ao visitante. E de acordo com o Global Trends Report, publicado no World Travel Market de 2008, este será um movimento que se afirmará nos próximos anos. A atual conjuntura econômica e o debate sobre as alterações climáticas vêm reforçar o potencial de crescimento deste mercado, sugerindo aos destinos a aposta de produtos que os valorizem. Uma vez que se assume como um movimento alternativo aos padrões turísticos atuais, o “Slow Travel” não é uma moda, mas sim um estilo de vida baseado nos novos padrões comportamentais assumidos por uma sociedade responsável.

sábado, 6 de julho de 2013

SLOW CITIES - CITTASLOW

Viver Bem No Ritmo Certo - Movimento de Equilíbrio para um Mundo Sustentável e Solidário

Rede Internacional de Cidades onde a qualidade de vida é importante

Cittaslow" (slow cities) é um movimento fundado em Itália em 1999. A fonte de inspiração para as Cittaslow foi a organização internacional Slow Food.

O movimento funciona, em cada país, através da criação de uma rede nacional, atenta às características e especificidades de cada território.

Itália, Alemanha, Polônia, Noruega, Inglaterra, França, Espanha, Austrália, Canadá, Japão, Portugal e mais vinte países já fazem parte da Rede de 166 Cittaslow.

A categoria ‘Slow City’ constitui um selo de qualidade e uma marca que funciona tanto como uma distinção, como também como um compromisso e um ponto de referência para habitantes, turistas e investidores que esperam da cidade credibilidade no que diz respeito a sustentabilidade para as pessoas e para a natureza. “Destas cidades querem-se comunidades com identidade própria, identidade esta que seja reconhecida por quem chega e profundamente sentida por quem dela faz parte . Cultiva-se aqui o sentido de ligação entre os produtos e os consumidores, entre pessoas e meio ambiente protegido, entre residentes e visitantes (que  devem se sentir residentes durante a estadia). As cidades slow querem-se ajustadas à escala humana, com os centros históricos preservados e os edifícios novos harmonizados. Devem ser criados lugares de convivência comum da cidade, espaços de lazer e de cultura. A cidade tem que ser para todos e, para isso, as acessibilidades têm de prever a presença de todos por igual. O comércio tradicional, o atendimento personalizado e confiável é encorajado. As cidades e vilas devem ter menos trânsito e menos barulho. As possibilidades são infinitas e sempre inacabadas: espaços verdes, cafés, teatros, cinemas, pousadas, mercados com produtos locais, zonas exclusivamente pedonais, festivais de promoção da região, lojas de comércio justo, promoção dos bairros mais antigos, etc.. O desafio é implementar a filosofia, adaptando à realidade de cada país os cerca de 78 critérios instituídos pela organização mundial, para que uma cidade seja considerada uma “Slow City”. Sempre presente é a preocupação com as diferentes gerações.

O processo de candidatura junto com todos os habitantes da cidade e as suas organizações podem tomar iniciativas e são chamados a implicar-se, num diálogo que se quer participado, inteligente, solidário e criativo. 

Após vencer a candidatura, uma comissão externa à cidade verificará periodicamente a manutenção da designação e o atingir de novos critérios e soluções como Cittaslow.



Exemplo Cittaslow - Ludlow foi a primeira Cittaslow do Reino Unido, assim reconhecida em 2003. Ludlow é uma cidade no sul da região de Shropshire, perto do País de Gales, com cerca de 10.000 habitantes. Situa-se numa colina junto a uma curva do rio Teme. Entrar nesta cidade é ser recebido como residente, como parte integrante. Se percorrer o centro de Ludlow a pé pode encontrar mais de 500 edifícios referenciados. Nesses edifícios antigos moram pessoas e funcionam comércios, pode entrar e apreciá-los. O centro é dinâmico, encontra padarias com fabricação tradicional,  restaurantes recomendados internacionalmente, lojas de artesanato local, lojas de design, livrarias e bancos. Muitas destas lojas têm-se mantido, por muitas gerações, nas mesmas famílias. O atendimento personalizado e conhecedor dos produtos tem sido preservado. Junto ao castelo podemos encontrar um impressionante mercado de produtos cultivados e criados à volta da cidade. Existe também um centro de artes que promove cinema, teatro, música e conferências. Todas as organizações são convidadas a envolver-se nas decisões que envolvem a cidade.
Em 2004 foi criado um Eco-Parque periférico. Todos os edifícios de negócios ali construídos têm de cumprir soluções ecológicas, nomeadamente quanto à emissão de gazes com efeito de estufa (tem de ser 50% inferior à dos edifícios comuns). Pretende-se aplicar uma arquitetura sustentável. Um grande estacionamento, servido por um ônibus, cria uma alternativa ao carro próprio no acesso à cidade. Em Ludlow, decorrem todos os anos pelo menos quatro festivais: um de carros antigos; outro de artes com peças de Shakespeare, concertos, debates e animação de rua; um festival de gastronomia e um festival medieval. Todos estes enredos, e muitos outros, se podem descobrir em cittaslows. Lugares bons para viver e para visitar... lentamente.” 
In Publitiris, adaptado.




SLOW MOVEMENT BRASIL - HISTÓRIAS E PRINCÍPIOS



O Movimento Slow é um Movimento Internacional, que teve a sua gênese no Movimento Slow Food, em 1986, em Itália, e que contrariava os valores e a cultura associadas ao fast food massificado e impessoal. Essa tendência tem vindo paulatinamente a espalhar-se pela Europa e pelo Mundo, apesar da sua pouca expressão no Brasil, abarcando várias áreas de ação: alimentação, saúde, educação, turismo, preservação do patrimônio e das tradições (slow Travel, Schools, Cities, Family Living, Medicine, Slow Design, etc.). As suas manifestações inserem-se sempre numa lógica de desenvolvimento sustentável e solidário dinamizado pelas comunidades locais inseridas, e em articulação com o movimento de globalização que hoje vivemos (como complemento ou alternativa). Não é objetivo do slow movement ir contra o que tem sido conquistado até o momento presente e existe um reconhecimento das importantes virtudes do mundo ocidental nas conquistas e vitórias em batalhas pelos direitos humanos, equidade e qualidade de vida, porém, o Movimento Slow surge como a expressão de um modelo alternativo perante as dificuldades do mundo atual e do atual modelo de desenvolvimento. Essas dificuldades são bem visíveis nas assimetrias e desequilíbrios que vivemos quer no Norte, quer no Sul do mundo.
Em resumo, o Slow Movement visa promover uma utilização responsável dos Recursos Materiais que temos e uma utilização do Tempo com maior qualidade, para nós próprios, para os “nossos” (família, amigos, vizinhos) e para os outros (iniciativas de solidariedade, humanitárias, de ação social, etc.).



Os valores que o Slow Movement defende passam:

 - Pela valorização de um desenvolvimento durável e sustentável ao invés de um crescimento de desgaste rápido;
- Pelo respeito pelas diferentes diversidades, biodiversidades e diversidades ambientais, locais, culturais e individuais;
- Pela proximidade e pela humanização, pelo cuidado e atenção personalizada e flexível por oposição à produção em série, à impessoalidade e desumanização;
- Pela qualidade ao invés da quantidade; em vez de mais, priorizar pelo melhor;
- Pelo respeito pelos ritmos naturais, pessoais e sociais;
- Pela conciliação e integração das diferentes áreas de vida (educação, saúde, relacionamentos, família, trabalho, lazer) numa perspectiva multidimensional e holística;
- Pelo equilíbrio e moderação entre os extremos e os excessos de forma a minimizar as assimetrias e os fundamentalismos;
- Pelo bem-estar e pela realização do potencial do indivíduo, do território e da comunidade;
- Pela valorização da simplicidade voluntária e uso responsável dos recursos materiais.

Em 2012 a Arvore Alianças Estratégicas, com gestores com experiência no associativismo, gestão e avaliação de projetos de intervenção comunitária e educação, resolveu levar à prática a filosofia do Movimento Slow no Brasil divulgando os princípios do ‘Slow Movement Brasil’.


Veja uma Conferência (em inglês) de Carl Honoré, um dos grandes divulgadores do slow movement, em:

http://www.youtube.com/watch?v=UhXiHJ8vfuk

O livro do jornalista canadense Carl Honoré, ‘In the praise of slow, com a sua análise e abordagem integrada das diferentes áreas do movimento slow  constituiu um novo e importante incentivo ao movimento slowestando hoje traduzido em 16 línguas tornando-se um bestseller.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

SUSTENTABILIDADE É A BOLA DA VEZ!

Após a implantação de um projeto de Circuito Turístico, deve-se prever a sustentabilidade do mesmo.

Foi pensando nisso que o Instituto de Ação Comunitária Integração - IACI vem buscando, em ações que começaram a ser realizadas neste mês de abril, integrar a comunidade e provocar a realização de atividades que promovam a autosustentabilidade de famílias moradoras no entorno do Circuito Caminhos da Sabedoria, Circuito este, implantado por um grupo gestor composto por: Mosteiro Zen Morro da Vargem, Diocese de Colatina, SEBRAE, Secretaria Estadual de Turismo e Prefeitura de Ibiraçú.

Sustentabilidade é o conceito mais colocado nas discussões mundiais, tendo em vista que é ela que garante a própria vida das gerações presente e futura da humanidade.

Não adianta belezas cênicas e naturais deformadas pelo lixo, pelos maus tratos, pelas erosões e pela exploração inadequada do turismo.

Aquele que busca um contato mais próximo com a natureza espera vê-la da forma mais preservada possível, da mesma maneira que busca segurança e profissionalismo naqueles que conduzem, recebem e hospedam o turista.

Profissionalismo na prestação do serviço com atenção, educação, respeito e, acima de tudo, competência para o exercício do trabalho.

Aqueles que recebem e hospedam o turista, devem ter em mente que o doar deve ser sua principal filosofia de trabalho, pois o receber será a consequência do serviço prestado.

Aqueles que não se capacitam certamente serão banidos do mercado por eles mesmos, por não terem condição de atuar em um setor cada dia mais exigente.

Sem sustentabilidade o turismo está fadado ao fracasso!


terça-feira, 5 de abril de 2011

VEM AÍ A 2ª CAVALGADA CAMINHOS DA SABEDORIA

O Circuito "Caminhos da Sabedoria" foi criado para ser feito a pé, mas nada impede que as pessoas o façam de carro, motos ou cavalos.
A 1ª Cavalgada Caminhos da Sabedoria foi um sucesso.. vejam pelas fotos e se animem para a próxima.. assim q tivermos confirmado a data estaremos divulgando por aqui...


Eu e Dom Décio - Bispo da Diocese de Colatina
Monge Daiju - Mosteiro Zen Morro da Vargem


Nosso governador.. hehe, Rita Camata, Ricardo Ferraço e outros


Esperamos por vcs na próxima!!!!!


bjks
Adriane Oliveira